O conceito de padrão, introduzido por Eduardo Luís Cortesão na Escola Portuguesa de Grupanálise, refere-se ao conjunto de atitudes do grupanalista na interação com a matriz do grupo, funcionando como semente ou fator catalisador do processo grupanalítico, integrando a personalidade, a análise pessoal, o treino teórico e a supervisão do analista (Cortesão, 1967, 1988, 1989; Neto & Dinis, 2021).
O conceito de contra-transferência, inicialmente aludido por Ferenczi e depois desenvolvido por Freud, designa a influência inconsciente do paciente sobre o analista; enquanto Freud não via utilidade técnica na contra-transferência, Ferenczi e teóricos posteriores da relação de objeto, da psicologia do self e do paradigma relacional passaram a utilizá-la como instrumento clínico (Roudinesco & Plon, 1997).
Com a psicanálise relacional, surge o conceito de auto-revelação, defendido por Mitchell, Aron, Greenberg e outros, que considera a relação analítica como co-criada por paciente e analista; neste contexto, a revelação ponderada do analista é um recurso técnico para facilitar o movimento terapêutico e a exploração inconsciente, não um desvio à neutralidade (Mitchell & Aron, 1999; Greenberg, 1995).
Brevemente disponibilizaremos o programa com informação detalhada.
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