SELC 7 Fevereiro 2026 – Padrão, contra-transferência e auto-revelação

 

O conceito de padrão, introduzido por Eduardo Luís Cortesão na Escola Portuguesa de Grupanálise, refere-se ao conjunto de atitudes do grupanalista na interação com a matriz do grupo, funcionando como semente ou fator catalisador do processo grupanalítico, integrando a personalidade, a análise pessoal, o treino teórico e a supervisão do analista (Cortesão, 1967, 1988, 1989; Neto & Dinis, 2021). 

O conceito de contra-transferência, inicialmente aludido por Ferenczi e depois desenvolvido por Freud, designa a influência inconsciente do paciente sobre o analista; enquanto Freud não via utilidade técnica na contra-transferência, Ferenczi e teóricos posteriores da relação de objeto, da psicologia do self e do paradigma relacional passaram a utilizá-la como instrumento clínico (Roudinesco & Plon, 1997). 

Com a psicanálise relacional, surge o conceito de auto-revelação, defendido por Mitchell, Aron, Greenberg e outros, que considera a relação analítica como co-criada por paciente e analista; neste contexto, a revelação ponderada do analista é um recurso técnico para facilitar o movimento terapêutico e a exploração inconsciente, não um desvio à neutralidade (Mitchell & Aron, 1999; Greenberg, 1995). 

O SELC contará com três convidados – psicoterapeutas psicanalíticos e/ou grupanalistas –  e a moderação de Paulo Motta Marques para explorar e relacionar estes conceitos, ilustrando-os com a sua prática clínica.
 

Brevemente disponibilizaremos o  programa com informação detalhada. 

Seminário Presencial (sede SPGPAG) e Online

Contamos com a sua presença para enriquecer a discussão.

A coordenação do SELC (Seminário Eduardo Luís Cortesão)
Margarida França e Lara Caeiro

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