Revista Online 2017

Pertinência da intervenção psicoterapêutica de grupo em diferentes populações clínicas, Mónica Silva

A Aprendizagem Experiencial do Modelo de Intervenção Grupanalítico, José de Abreu-Afonso, Graça Galamba, Vera Proença

Vivendo e Aprendendo Possibilidades e Limites do Grupo Experiencial, José de Abreu-Afonso, Graça Galamba, Vera Proença

Revista Online 2015 - 2016

 

 

 

 

Reflexões sobre o Pensar, os Grupos e os Novos Tempos, Waldemar J. Fernandes

Os Grupos como Instrumentos de Pacificação, Lazslo António Ávila

O Continente Grupal enquanto Contentor do Terror Sem Nome, João Paulo Ribeiro

A Herança – Sua Emergência no Contexto da Fratria, Francisco Salgado

Escola Portuguesa de Grupanálise, Ângela Ribeiro

Grupo de Mães em Luto Relato de uma Experiência, Maria Alcida Aquino Freitas

No Limite. Caminhando para a compreensão psicodinâmica de utentes com injunções de suspensão da execução da pena de prisão, Mafalda Silva

O Papel do Terapeuta perante o Grupo e a Matriz, Mário David

Desafios de um Psicoterapeuta: Escutar, Conter e Aceitar os Desafios da Incerteza, Beatriz S. Fernandes

Complexo Fraterno e Grupanálise, Francisco Salgado

Porque o tempo não cura tudo… Mafalda Guedes Silva

A Grupanálise Oferecida a Crianças e Adolescentes, Cristina Perestrelo Vieira

O Recente Contexto Político Português e os Fenómenos de Grupo, Filipa Clemente e José de Abreu-Afonso

 

 

Revsta Online 2014

Caparevista2014El Poder, elemento presente en toda relación interpersonal, José Miguel Sunyer Martín

Comentário à conferência “El Poder, elemento presente en toda relación interpersonal”, Sara Ferro

A Evolução da Psicanálise, as Diferentes Abordagens Psicoterapêuticas nela baseadas e o Problema da Formação, Guilherme Ferreira

Psicopatologia Relacional – Os Grupos Grupanalíticos como situações de eleição para o seu diagnóstico e elaboração, Isaura Neto

O Grupo Kafkiano ou Kafka em Grupo, Rita Sousa Lobo

Amor Resiliente como Resposta à Adversidade. Um Olhar Grupanalítico, Francisco Salgado

 

Revista Online 2013

Caparevista2013Violência, Agressividade e Sexualidade, Teresa Bastos Rodrigues

Uso do grupo de médicos (Balint) como um instrumento de aprendizagem de Economia por professores universitários, José Pedro Pontes

 

 

 

 

 

Revista Online 2012

Caparevista2012Impactos Neuro-Científicos paras Psicoterapias Analíticas, Mário David

Compreender a Vulnerabilidade Aditiva, Mário David

Interpretação e Outros Factores de Mudança, Sara Ferro

Matriz Grupanalítica: Introdução a uma Investigação Conceptual, Paulo Mota Marques

Violência e Grupanálise: Uma Epistemologia da Violência, João Azevedo e Silva

Como os Grupanalistas Portugueses manejam a Conflitualidade e a Agressividade emergente nos Grupos: Conceptualização Teórica e Aspetos Técnicos, Mário David

 

Revista Online 2011

Caparevista2011Mais que Amigos eram Irmãos, Francisco Salgado

A Medusa ou De Como o Aumento do Insight do Analista produz o Aumento do Insight do Analisando: Abordagem Teórica, Manuela Porto

A Supervisão em Grupanálise (Suas Potencialidades), Sara Ferro

Estudo Preliminar de Alguns Aspectos da Estrutura Organizativa da Sociedade Portuguesa de Grupanálise, Mário David

Orientação de um seminário regular de Economia numa Universidade de Lisboa durante o ano lectivo 2010-2011: uma abordagem grupanalítica, José Pedro Pontes

Grupanálise e Iatrogenia: Reflexão a partir de uma perspectiva psicodinâmica da teoria do Attachment, António Surrador

Ser ou Não Ser (Grupanalista). Eis a Resposta, Paulo Mota Marques

Sonhos e grupanálise. Uma sessão grupanalítica., José de Abreu-Afonso

 

Revista Online 2010

Caparevista2010Neuro-Concepções sobre o Desenvolvimento da Emocionalidade, Mário David

Nós e os Outros: O Fundamentalismo como Sintoma de Interação Grupal Primitiva, Sebastião Molina Sanches

Transferência na Relação Terapêutica – A Trabalhar a Favor ou Contra?, João Pereira

Novas Contribuições sobre a Comunicação Emocional e a Interacção Interpessoal nos Grupos, Mário David

Fatores de Crescimento no Grupo, Beatriz Fernandes

Narcisismo: Efeitos e Perspectivas Vinculares – Conviver é Preciso?, Waldemar Fernandes

Sobre a Presença e a Angústia do Terapeuta na Sessão, Carla Lam

O Mal, a Maldade, Violência e Terrorismo, Isaura Neto e Francisco Dinis

Transferência e Contratransferência, Teresa Bastos Rodrigues

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 Revista SPG Nº 5 – IIª Série

 O TempoJoão Azevedo e Silva

Espaço Grupanalítico — Um “Teatro de Equívocos”
Sara Ferro

O Equívoco do Tempo
Claudio Moraes Sarmento

O Tempo e a Mudança
César Vieira Dinis

Zeitgeist, Time and Timing in Group Analytic Psychotherapy
Werner Knauss

O Tempo e a Ausência
M. Isaura Manso Neto

História da Grupanálise em Portugal — 3ª Parte
Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto


O TEMPO

João Azevedo e Silva

Resumo
o autor depois de fazer um breve apontamento sobre a importância de O Tempo, elemento l essencial do fruir da Mente, da Vida e do Universo, faz o confronto entre duas variantes principais do Vivenciar e Entender o Tempo na nosso época histórica (fins dos século XIX, começo do século XXI): 0 Tempo de Flaubert e Proust, do insight, do workingthrough, propício ao desenvolvimento humanista do Sujeito face ao tempo do Fazer alienado, excitante do Espectáculo e do Consumismo, tão deificado em largos sectores das sociedades ocidentais ditos de capitalismo avançado.
Résumé
L’auteur, après un bref commentaire sur l‘importance du temps, un élément essentiel pour la jouissance de la Pensée, de la Vie et de l’Univers dans notre époque historique (fin du XXI siècle, commencement du XXI siècle): le Temps de Flaubert et Proust, de la connaissance, de la perlaboration, propice au développement humaniste du Sujet vis-a-vis du Temps du Faire aliéné, excitant du Spectacle et de la Consommation, si défié dans plusieurs secteurs des sociétés occidentales d’un soi-disant capitalisme avancé.
Summary
The author, after a brief note on the importance of Time, an essential element in the fruition of the Mind, Life and the Universe, sets together the two main aspects of To Live and Experience Time in our historical time (end of the 19th Century — beginning of the 21st century): the Time as for Flaubert and Proust, as in the insight and in the working through, propitious for the humanitarian development of the subject towards the Time or the alienated Performing, the excitement or Spectacle e and Consumerism, deified to a great extent in large Sectors of the western societies of said advanced capitalism.

 

ESPAÇO GRUPANALITICO – UM “TEATRO DE EQUIVOCOS”

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DIMENSÃO TEMPORAL NO ESPAÇO GRUPANALITICO

Sara Ferro

Resumo
Na situação analítica os desejos inconscientes e as experiências do passado continuam a exercer influência dinâmica no presente.
Os movimentos regressivos interpretados no contexto do transferência evidenciam-se por
vivências de temporalidades especificas descritas na Metapsicologia que se inscrevem no tempo real da sessão constituindo uma situação de vivência equivocada no tempo: um teatro de equívocos.
Descrevem-se sucintamente as temporalidades da metapsicologia freudiana e fazem-se
algumas considerações sobre a dimensão temporal no processo grupanalítico.
Résumé
Dans la situation analytique les désirs inconscients, ainsi que les expériences du passé, continuent d’exercer une influence dynamique dans le présent de la cure.
Les mouvements régressifs interprétés dans le cadre du transfert sont mis en évidences au travers des temporalités spécifiques décrites dans la Métapsychologie. Ces réviviscences s’inscrivent dans le temps réel de la session et y constituent une situation d’ambiguïté temporelle: un théâtre d’équivoques.
On décrit ici brièvement les temporalités révélées par a Métapsychologie freudienne, tout en effectuant quelques considérations relatives a la dimension temporelle a l’oeuvre dans les thérapies de type groupanalytique.
Summary
In the analytical situation unconscious desires and past experiences still have a dynamic influence in the cure.
The regression analyzed during the transference appear as specific stage experienced during a period of time described in the Metapsychology which are entangled with the present time of the session turning out as an ambiguous and misleading situation.
There we describe short these times of the Freudian metapsychology giving some thought to the temporal dimension in the group-analysis.

 

O EQUÍVOCO DO TEMPO

Claudio Moraes Sarmento

Resumo
Ao abordar o equivoco do tempo, o autor abordo sucintamente quatro equívocos, destacando assim: O equivoco do tempo analítico, o equivoco do tempo existencial, o equívoco na co-evolucao biológico cultural e o equivoco do tempo genético.
Estes diferentes equívocos são abordados tendo sempre presentes a especificidade e singularidade inerentes ao processo terapêutico grupanalítico.
Uma tentativa de integração da teoria psicanalítica/grupanalítica com avanços recentes documentados na área dos neurociências é preconizada.
Desta integração poderão surgir novas perspectivas na teoria e na técnica grupanalítica.
Résumé
L’auteur étudie l’équivoque do temps et souligne quatre équivoques : L’équivoque do temps analytique, l’équivoque du temps existentiel, l’équivoque de la co-évolution biologique culturelle et l’équivoque du temps génétique.
Tous ces différents équivoques sont abordés en considérant la spécificité et singularité inhérent au procès thérapeutique groupanalytique.
Un essai d’intégration de la théorie psychanalytique/groupanalytique avec des nouvelles
recherches des neurosciences est suggéré.
Cette intégration peut permettre des nouveaux développements en la théorie et technique
groupanalytique.
Summary
The author studies four different equivocations of time, namely: The equivocation of analytic time, the equivocation of existential time, the equivocation of time in the biological-cultural co-evolution, and the equivocation of genetic time.
All this different equivocations are studied according to their specificity and singularity inherent to the group analytic therapeutic process.
An effort of integration of the analytic theory with the recent advances in neurosciences is suggested.
From this integration new theoretic and technique perspectives may emerge.

 

O TEMPO E A MUDANÇA

César Vieira Dinis

Resumo
o autor sustenta que o grupo grupanalítico oferece um contexto particularmente adequado para o estabelecimento da neurose de transferência de cada analisando e que a sua eventual resolução dependerá do frequência dos sessões combinada com a duração total do tratamento.
Aborda, em seguida, as aquisições da psicologia cognitiva que levaram a distinção entre memória declarativa e memória implícita, enfatizando as consequências destes dados reformulação do conceito de neurose de transferência. Continua, relacionando aquelas contribuições da psicologia cognitiva com as ideias de Daniel Stern sobre “momentos de encontro” com procedimentos que conduzem a mudança nos psicoterapias psicanalíticas.
Exprime a sua convicção de que as investigações no campo das neurociências articuladas
com a teoria psicanalítica (neuropsicanálise) permitirão, coda vez mais, a construção de modelos interdisciplinares que fundamentem os procedimentos técnicos psicanalíticos.
Ao longo de todos os pontos do sua exposição, o autor desenvolve os aspectos ligados à
especificidade grupanalítica e enfatiza como o consumo de tempo é indissociável da possibilidade de mudança
Résumé
L’auteur soutient que le groupe groupanalytique offre un milieu particulièrement doué pourl’établissement de la névrose de transfert de chacun de ses membres et que son possible résolution dépendra de la fréquence des séances et de la durée du traitement, combinées.
II aborde en suite les acquisitions de la psychologie cognitive qui ont mené a la distinction en ce quel concerne la mémoire déclarative et a mémoire implicite, ce qui doit conduire a la reformulation du concept de névrose de transfert. II articule ces données de la psychologie cognitive et les idées de Daniel Stern sur les “moments de rencontre” en tant que procédés conduisant au changement dans les psychothérapies psychanalytiques. II s’avère que les recherches en neurosciences en articulation avec la théorie psychanalytique (neuropsychanalyse) aboutiront a des modèles interdisciplinaires
justifiant les procédés techniques en psychothérapie psychanalytique.
Au fur et a mesure qu’il aborde les différentes questions, l’auteur développe la particularité groupanalytique et soutient que la consommation du temps est nécessaire pour aboutir au changement.
Summary
The author sustains that the groupanalytic group offers a particularly adequate context for the establishment of the transference neurosis, in each one of the analysands, and its possible resolution depends on the frequency of the sessions combined with the total duration of the treatment.
Next, he considers the acquisitions, from cognitive psychology, which lead to the distinction between the declarative memory and the implicit memory, and, emphasizes the consequences of these facts on the reformulation of the concept of transference neurosis.
He then continues by connecting these contributions, from cognitive psychology, with the ideas of Daniel Stern about the “moments of meeting”, and considers that it’s these procedures that lead to change in the psychoanalytic psychotherapies.
He expresses his conviction that the investigations in the field of the neurosciences, articulated with the psychoanalytic theory (Neuro-psychoanalysis), will progressively allow, the creation of interdisciplinary models that fundament the technical procedures of psychoanalysis.
Along each one of the points of his exposition, the author develops the aspects that are connected to the specificity of groupanalysis, and emphasizes in what way, the consumption of time is indissoluble from the possibility of change to occur.

 

ZEITGEIST, TIME AND TIMING IN GROUP ANALYTIC PSYCHOTHERAPY

Werner Knauss

Resumo
A compreensão do tempo e do timing no actual Zeitgeist — Espírito do Tempo será alvo de debate e confrontada com o actual estado da grupanálise.
A Psicoterapia Grupanalítica é uma psicoterapia psicanalítica a longo prazo e não se enquadra num Zeitgeist onde mais rápido e por vezes sinónimo de melhor e mais eficiente constituindo deste modo um desafio a actual economia de vida. Em discussão estará assim a deterioração do equilíbrio entre tempo dimensional e tempo linear no formação de sintomas e o desenvolvimento terapêutico em análise de grupo.
Resumè
La compréhension du temps et du timing dans l’esprit Zeitgeist du temps sera discuté en relation avec la situation groupanalytique.
La Psychothérapie psychanalytique est un psychothérapie à longue terme et ne se encadre pas dans un Zeitgeist – Esprit du Temps ou plus vite signifie meilleure et plus efficient mais semble être plutôt défiant pour la courrant économie de la vie. La détérioration de l’équilibre entre temps dimensionnelle et temps linéaire dans la formation des symptômes et dans le développent thérapeutique en groupanalyse sera ainsi discuté.
Summary
The understanding of time and timing in a changing Zeitgeist – Spirit of the Time – will be discussed in relation to the group analytic situation.
Group analytic Psychotherapy is a long-term psychoanalytic psychotherapy and does not fit into a Zeitgeit in which faster means better and more efficient but seems to be rather challenging for the actual economy of time. The deterioration of the balance between dimensional and linear time in symptom formation and his therapeutic development in group analysis will be discussed.

O TEMPO E A AUSÊNCIA. AS FALTAS ÀS SESSÕES COMO TENTATIVA OMNIPOTENTE

DE PARAGEM DO TEMPO, DE PARAGEM DO CONHECIMENTO E EVOLUÇÃO

PSÍQUICAS

Isaura Manso Neto

Resumo
A autora tem-se apercebido ao longo do sua experiência não só como grupanalista mas também corno psicanalista, como psicoterapeuta analítica, individual e de grupo, no setting institucional público ou privado, da extrema importância da ausência dos pacientes as sessões , ao processo de tratamento.
As faltas e os atrasos são formas de resistência muito frequentes nos processos de Psicoterapia analítico de Grupo e Grupanálise.
São formas muito eficazes de parar o tempo, de bloquear a evolução e o crescimento psíquicos.
Estes fenómenos serão abordados corno resistência, podendo ser consideradas como fazendo porte dos forcas destrutivas dos grupos — “anti-grupo” de Nitsun (1996) —em intima interacção com a contratransferência.
A autora fará algumas reflexões não só sobre as faltas dos membros do grupo mas também sabre as ausências dos grupanalistas e sobre as repercussões que cada uma delas tem sobre os objectos que as sofrem.
Será também abordado o manejo destas resistências fortemente destruidoras dos processos analíticos e do capacidade terapêutica do Grupanálise.
Résumé
En partant de son expérience clinique dons plusieurs settings — Psychanalyse, Groupanalyse, Psychothérapie analytique individuelle et de groupe, dans les institutions et dons le privé — l’auteur s’est aperçu de l‘importance extrême des absences des patients aux sessions.
Les absences et les retards sont des formes de résistances très fréquentes dans la Psychothérapie Analytique de Groupe et dans la Groupanalyse. Ce sont des formes maintes efficaces d’arrêter le temps, de bloquer l‘évolution et la croissance psychiques.
Ces formes de résistance peuvent être envisagées comme des forces destructives des groupes — “l’anti-groupe” de Morris Nitsun (1996) — dons une intime interaction avec le contre transfert. L’auteur exposera quelques unes de ses réflexions sur ‘absence des patients mais aussi des analystes et sur leurs conséquences.
L’auteur abordera aussi a façon dont on pourra comprendre et interpréter cette sorte de
résistances tellement destructives des processus analytiques en général et de a capacité thérapeutique de la Groupanalyse en particulier.
Summary
The author during her years of experience, not only as a group-analyst but also as a psychoanalyst, an analytic individual and group psychotherapist, both in public institutions and in private settings, has become aware, of the considerable importance of the patient’s absences to the sessions, to the treatment process.
The absences and delays are very frequent forms of resistance in the Analytic Group Psycho- therapies and in Groupanalysis.
They are the most effective way to stop time, and to block psychic evolution and growth. These phenomena will be broached as a resistance, and may be integrated in the group’s destructive forces — Nitsun’s (1996) “anti-group” — in intimate interaction with the counter-transference.
The author will present some of her reflections, not only on the subject of the member’s absences to the group but also on the group-analyst’s absences, as well as the repercussion of each one of these absences, on the objects that endure them.
The management of these resistances, which are, intensely, destructive of the analytic processes and the therapeutic potential of Groupanalysis, will also be analyzed.

 

HISTÓRIA DA GRUPANÁLISE EM PORTUGAL

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

Resumo
Dando continuidade ao enunciado em Nota de Apresentação do artigo da História da Grupanálise cuja primeira parte foi publicada no nº3 e a segunda no nº4 da revista Portuguesa de Grupanálise, os autores propõem-se finalizar este trabalho apresentando o relato das actividades desenvolvidas pela Sociedade Portuguesa de Grupanálise.
Résumé
D’après l’énoncé dans la Note de Présentation de l‘article Histoire de la Groupanalyse au Portugal, dont la première partie a été publiée dans le numéro 3 et a deuxième partie dons le numéro 4 de la Revue Portugaise de Groupanalyse, les auteurs se proposent de terminer ce travail en présentant un rapport des activités développées par la Société Portugaise de Groupanalise (1981 a 2001).
Summary
As stated in the Presentation Note to the article on the History of Group Analysis in Portugal and after having published the first part of this article in issue n.° 3 and the second part in issue n.° 4 of the Portuguese Group Analysis Magazine the authors thus set about concluding this project in the presentation of a report of activities undertaken by the Portuguese Society of Group Analysis (1981 to 2001).

A Neutralidade Possível ou a Pessoalidade Resgatada

César Vieira Dinis

 Na Era da Neurociência há Espaço para se Trabalhar Psicanaliticamente com Grupos?

Waldemar José Fernandes

 Crescimento, Criação e Celebração nos Grupos

António Guilherme Ferreira

Neutralidade e Pessoalidade em Grupanálise e Equilíbrio Harmónico Criativo de Mudança

Eugénio Minotti da Cruz Filipe

 O Cravo e a Rosa

João Azevedo e Silva

 A Construção da Rosa

Mauro Brilharinho Naves

História da Grupanálise em Portugal — 2. Parte

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

 

LEITURAS

NOTICIAS

AVISO DAS PRÓXIMAS REUNIÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS/

CONGRESSOS/CONFERÊNCIAS

 

A NEUTRALIDADE POSSÍVEL OU A PESSOALIDADE RESGATADA

César Vieira Dinis

Resumo
O autor sustenta que a qualidade específica da relação que se estabelece entre analista e paciente é um factor decisivo no resultado terapêutico. Acentua a responsabilidade do analista nesta área, abordando a vertente contratransferencial, incompatível com uma suposta neutralidade. Desenvolve, a propósito, aspectos peculiares à grupanálise, sublinhando o imperativo de ser respeitada a singularidade de cada um dos membros no fórum que é o grupo.
Résumé
L’auteur soutient que la qualité spécifique de la relation analyste patient est un facteur déterminant du résultat thérapeutique. II souligne a responsabilité de l’analyste en ce domaine, envisageant a dimension du contre-transfert qui n’est pas compatible avec une prétendue neutralité. II déploie, a ce propos, des aspects particuliers a la groupe-analyse, en remarquant qu’il faut absolument faire attention a la singularité de chaque membre dons le forum qui est le groupe.
Summary
The author sustains that the quality of the analyst-patient relation is a decided factor on the outcome of the therapy. He underlines the responsibility of the analyst in this field, according to counter-transference phenomena which are not supposed to be neutral. About this matter he displays some group-analytic features and stresses the importance of preserving the singularity of each member within the group forum.

NA ERA DA NEUROCIÊNCIA HÁ ESPAÇO PARA SE TRABALHAR PSICANALITICAMENTE COM GRUPOS?

Waldemar José Fernandes

Resumo

Nesta época em que tudo e tão rápido, e que podemos assistir a ataques terroristas ao vivo pela televisão, e discutirmos no grupo analítico horas depois, nesses tempos em que os psicofármacos estão aí para resolver todos os problemas com soluções imediatistas e simplistas, será que alguém ainda se interessa pelas causas dos sintomas, pela situação familiar e histórica, e pelo contexto actual desencadeante? 0 trabalho psicanalítico grupal ainda tem vez? Assim começa este trabalho.
A sociedade actual quer tirar de sua frente a realidade da violência, da angústia e do conflito. Vivemos um momento onde se receita a mesma gama de medicamentos, seja qual for o sintoma, pois, se há sofrimento psíquico, “haverá uma anomalia na célula nervosa”. Assim, a depressão tornou-se a epidemia psíquica por excelência, e multiplicaram-se as pílulas para curar esse mal.
Tal movimento já previra Freud, quando dizia que o futuro talvez nos ensinasse a agir directamente, com a ajuda de algumas substâncias químicas, sobre o aparelho psíquico, convindo, entretanto, “não desprezar a técnica analítica”.
Veremos ainda que, tal como Freud e Bion referiram, os grupos têm suas raízes no grupo primordial selvagem.
A cultura grupal e decorrência da permanente interacção entre o sujeito e o grupo, ou melhor, entre o narcisismo e o altruísmo, e entre partes primitivas e actuais, sendo que não existe um verdadeiro crescimento sem a convivência simultânea dos aspectos evoluídos com os aspectos primitivos, que todos temos. Só assim, ambos os níveis de funcionamento grupal entram em ressonância, com desenvolvimento do grupo e do sujeito.
Finalizando, o autor propõe que, ao lado do trabalho psicanalítico grupal, tenhamos um respeito pelas neurociências, e procuremos ter uma visão integrada a respeito, não combatendo o uso das medicações psiquiátricas, mas sim a ideia de que tudo se encerra aí, e que não é necessário pensar.
De qualquer forma, teremos de lidar com as avanços úteis das neurociências e também com suas distorções.
Résumé
Dans une époque où les événements se passent très vite, quand nous pouvons assister a des attaques terroristes en direct a a télévision et discuter ce sujet avec un groupe analytique a peine quelques heures après ; dons ces temps où des psycopharmaciens sont toujours là pour résoudre
tous les problèmes avec des solutions immédiats et simplistes, est-ce que il sera possible que quelqu’un soit intéressé par es causes des symptômes, par la situation familière et historique, et par le contexte actuel déclenchant ? Est-ce que le travail psycoanalytique a encore une chance? Ainsi  commence ce travail.
La société actuelle veut se débarrasser de la réalité de la violence, de l’angoisse et d conflit. Nous vivons dans un moment o on prescrit la même gamme de médicaments, pour n’importe quel symptôme, parce que, s’il y a de la souffrance psychique «il y aura une anomalie dans  la cellule nerveuse». Ainsi, la dépression est devenue l’épidémie psychique par excellence, et des pilules pour la cure de ce mal se sont multipliées.
Ce mouvement avait été prévu par Freud, quand il disait que le futur peut-être, nous apprendrait a agir directement, avec I’aide de quelques substances chimiques, sur l’appareil psychique; néanmoins, «il ne faudrait pas mépriser a technique analytique».
Nous verrons aussi que, comme Freud et Bion ont dit, les groupes ont leurs racines dans le groupe primordial sauvage.
La culture de groupe est le résultat de l’interaction permanente entre le sujet et le groupe, c’est-à-dire, entre le narcissisme et l’altruisme, et entre es parties primitives et actuelles, étant donné qu’il n’y a pas de vraie croissance sans ‘existence simultanée des aspects évolués et des aspects primitifs, qui sont inhérents a tous es êtres humains. C’est seulement de cette façon que les deux niveaux de fonctionnement de groupe entrent en résonance, avec le développement du groupe et du sujet.
Pour terminer, ‘auteur propose que, avec le travail psychanalytique du groupe, on ait du respect pour es neurosciences, et qu’on cherche a avoir une vision intégrée a ce sujet, pas en combattant ‘usage de médicaments psychiatriques, mais en combattant l’idée que tout ça c’est fini comme ça, et qu’il n’est pas nécessaire d’y penser.
En tout cas, nous devrons nous occuper des avances utiles des neurosciences, ainsi que de leurs distorsions.

Summary

Is there anybody who is still interested in the causes of the symptoms, in the familiar and historic situations and in the present context that caused them in a time when everything is so fast, when we watch live terrorist attacks on television and hours later discuss them in the analytical groups, when psychofarmacists can solve all the problems with immediate and simple solutions? Does the group psychoanalytical work still have a chance? This is how this work starts.
The present society wants to get rid of the reality of violence, distress and conflict. This is a time when we are prescribed the same kind of medicine whatever the symptoms are, because if there is psychic suffering, “there will be an anomaly in the nervous cell”. Therefore, depression has become a psychic epidemic and the pills to heal this disease have been multiplied.
Freud predicted such movement saying that the future would teach us to act directly on the psychic system with the help of some chemical substances, but not disregarding the analytical technique.
Also, as Freud and Bion mentioned, we will realize the groups have their roots in the savage primordial group. The group culture is a consequence of the permanent interaction between the individual and the group, or better yet, between narcissism and altruism, and between primitive and present parts. There is not real growth without the simultaneous living together of the developed aspects and the primitive ones, which we all have. Just this way, both levels of the group functioning are in accordance, developing the group and the individual.
To conclude, the author suggests that, together with the group psychoanalytical work, we should respect the neurosciences and try to have an integrated view about it. We should not combat the use of psychiatric medicine but the idea that everything ends there and that it is not necessary to think.
Anyway, we will have to deal with the useful advancements of the neurosciences as well as with their distortions.

 

CRESCIMENTO, CRIAÇÃO E CELEBRAÇÃ0 NOS GRUPOS

António Guilherme Ferreira

Resumo
A evolução do grupo grupanalítico e descrito, de acordo com as concepções de Foulkes, Bach, Wolf e Schwartz e Yalom. O autor descreve também os seus pontos de vista pessoais sobre este assunto, bem como as de E.L Cortesão e M.R.Leal e estabelece uma concepção integrada de todas estas descrições.
Sublinha a importância da criatividade neste contexto e refere as contribuições de J.L.Moreno, Yalom e E.L.Cortesão sobre esta matéria. Contrariamente, considera que a celebração em grupanálise constitui uma resistência e mesmo um acting out (excepção em ocasiões muito raras, como o fim do análise), embora possa ser analisado e perlaborado.
Résumé
L’evolution du groupe groupanalytique est décrite, d’accord avec es conceptions de Foulkes, Bion, Bach, Wolf et Schwartz et Yalom. L’auteur décrit aussi ces points de vue personnels sur ce sujet, ainsi que ceux de E. L. Cortesão et M. R. Leal et il établit une conception intégrative de toutes ces descriptions.
II souligne ‘importance de la créativité dons ce contexte et pane des contributions de J. L. Moreno, Yalom et E. 1. Cortesäo sur cette question. Contrairement, il considère que la célébration en groupanalyse constitue une résistance et même un acting out (excepté dans quelques occasions très rares, comme la terminaison des analyses), quoiqu’elle soit susceptible d’être analysée et même perlaborée.
Summary
The evolution of the group-analytic group is described, according to Foulkes, Bion, Bach, Wolf and Schwartz and Yalom. The author gives also his own personal points of view about this matter, as well as those of E. L. Cortesão and M. R. Leal and he develops an integrative conception of a these approaches.
He points out the importance of creativity in this context and refers to the contributions of J. L. Moreno, Yalom and E. L. Cortesão in this field. On the contrary, he considers celebration in group-analysis as a resistance and even acting out (except in very few cases, as in the end of an analysis), that may nevertheless be analyzed and worked through.

 

NEUTRALIDADE E PESSOALIDADE EM GRUPANÁLISE

E EQUILÍBRIO HARMÓNICO CRIATIVO DE MUDANÇA

Eugénio Minotti da Cruz Filipe

Resumo

Em primeiro lugar fala-se, de um modo genérico, da neutralidade e contratransferência.
Depois aborda-se a pessoalidade ligada ao padrão grupanalítico e a algumas características do grupanalista. Termina encarando o equilíbrio harmónico criativo da mudança.

Résumé

Tout d’abord, on pane d’une façon générique de la neutralité et du contre-transfert. Ensuite, or aborde la personnalité liée au standard groupanalytique et a certaines caractéristiques de l’analyste de groupe. Puis, on termine par la mise en scène de l’équilibre harmonique, créatif de changement

Summary

We start by speaking generically of neutrality and countertransfer. We then move on to speak of personality linked to group analytical patterns and to certain characteristics of the group analyst and we concluding by designing a creative harmonious balance of change.

 

O CRAVO E A ROSA

João Azevedo e Silva

Resumo

O autor descreve o tratamento psicanalítico de uma mulher de trinta anos, border-line e muito agressiva.
Iniciou a sua psicanálise individual em 19…, três vezes por semana. Durante várias sessões costumava queixar-se, chorar e lamentar-se insistindo que se suicidaria porque a vida era desagradável e sem beleza alguma.
No emprego tinha conflitos com toda a equipe e o seu despedimento era eminente.
Um dia, durante uma sessão em que a ruptura era eminente e na qual negava de forma agressiva a possibilidade de a vida possuir coisas belas e estimáveis, o autor pegou num cravo que tinha na sua secretária e ofereceu-lho dizendo: Vê? Existem coisas belas no mundo.
Depois deste acontecimento, o curso da análise mudou. Passados quatro anos terminou a terapia, tendo refeito a sua carreira; agradeceu ao autor o sucesso do trabalho terapêutico.
Vinte anos mais tarde, procurou de novo o autor para recomeçar o tratamento; concordaram em iniciar uma grupanálise.
Na primeira sessão, de forma gentil ofereceu ao autor um ramo de rosas, dizendo: E para lhe agradecer o cravo que anos atrás me ofereceu.
O processo grupanalítico continua a desenvolver-se. Mas o autor questiona sobre a validade das alterações técnicas que introduziu.
Résumé
L’auteur décrit le traitement psychanalytique d’une femme de trente ans, border-line et très agressive.
Elle a débuté sa psychanalyse en 19…, trois lois par semaine. Au cours de plusieurs sessions, elle avait l’habitude de se plaindre, pleurer et se lamenter, en répétant qu’elle se suiciderait parce que la vie était désagréable et sans aucune beauté.
A son travail, elle avait des conflits avec toute l’équipe et son licenciement était imminent.
Un jour, au cours d’une session où la rupture était imminente et où elle niait agressivement la possibilité que la vie puisse posséder des choses belles et appréciables, l’auteur a pris un oeillet qui était sur son table et lui a offert, en disant: “Vous voyez?! il y a de belles choses dans le monde.”
Après cet évènement, le cours de l’analyse a change. Quatre ans après, elle a terminé la thérapie, ayant reconstruit sa carrière; elle a remercié l’auteur pour le succès de son travail thérapeutique.
Vingt ans après, elle a contacté l’auteur afin de reprendre le traitement; ils ont décidé de débuter une analyse en groupe.
Au cours de la première session, elle a gentiment offert un bouquet de roses a l’auteur, en lui disant: “C’est pour remercier l’oeillet que vous m’avez offert il y a quelques années”.
Le processus d’analyse en groupe est encore en développement. Toutefois, l’auteur s’interroge la validité des changements techniques qu’il a introduit.

Summary

The author describes the psychoanalytical treatment of a borderline thirty-year old woman who displayed aggressive symptoms.
She began her individual psychoanalysis in 1 9…, three times per week. For many sessions, she used to complain, cry and lament, insisting she would commit suicide because life was unpleasant ant and held no beauty whatsoever.
In her workplace, she entered into conflict with the entire team and her firing was imminent.
One day, during a session in which rupture was imminent and while she was aggressively denying the possibility of life having beauty or her ever cherishing it, the author grabbed a carnation he had on his desk and gave it to her exclaiming: “You see?! There are beautiful things in the world”.
Consequently, there was a shift in the path taken by the analysis. She finished her therapy four years later and this reflected on her career; she thanked the author for the success of the therapeutic work carried out; they agreed to start group analysis.
In the first session, she gently offered a bunch of roses to the author saying: “this is to thank you for the carnation you offered me 20 years ago”.
The group analysis process is still ongoing. But the author questions himself as to the validity of the technical changes he introduced.

 

A CONSTRUÇÃO DA ROSA

Mauro Bilharinho Naves

Resumo

O autor aponta, inicialmente, a feliz escolha do tema oficial do Encontro: “Neutralidade e Pessoalidade em Grupanálise e em Psicoterapia Analítica de Grupo”, posto que, em sua opinião, este aceno para com a razão e a emoção que conjugados caracterizariam o homem português e o homem brasileiro, cuja síntese cultural poderia ser representada pela palavra “saudade”. Em seguida, apresenta um panorama da Psicoterapia Analítica de Grupo no Brasil, destacando que esta técnica, em cidades como Campinas, vem florescendo, enquanto em outras, corno Rio de Janeiro e São Paulo algumas instituições ligadas ao movimento grupanalítico estariam estagnadas ou apenas esboçando uma recuperação. A seu ver, este estado de coisas incluiria aspectos preocupantes, mas que dada a importância das técnicas grupais no mundo contemporâneo haveria razões para esperança. Chamando a atenção para a importância da clínica, apresenta uma vinheta em que uma paciente de grupo sal da estagnação e da desesperança através do uso deliberado do símbolo “rosa”. Conclui que as diferenças entre as técnicas terapêuticas grupais brasileiras e portuguesas constituem-se num precioso estímulo para a reflexão e a troca de experiências. Tal como se fossem, a Rosa do Brasil e a Rosa de Portugal a se encontrarem.

Résumé

Tout d’abord, l’auteur signale le choix heureux du thème officiel du congrès: “Neutralité et intervention personnelle en analyse de groupe et en psychothérapie de groupe”. A son avis cette thématique renvoie a la raison et a émotion qui, ensemble, seraient les traits distinctifs de l’homme portugais et de l’homme brésilien et dont la synthèse culturelle pourrait être représentée par le mot “saudade”. Ensuite, il présente un panorama de a psychothérapie analytique de groupe au Brésil, tout en soulignant que cette technique avance dans des villes comme Campinas, tandis que dans d’autres comme Rio de Janeiro et São Paulo les institutions liées au mouvement d’analyse de groupe seraient soit inactives, soit dans un état initial de récupération. L’auteur estime que cette situation semblerait préoccupante mois, si ‘on tient compte de l’importance des techniques d’analyse de groupe dans le monde contemporain, l y a des raisons d’espérer. Pour attirer ‘attention sur l’importance de a pratique thérapeutique, l’auteur présente une situation clinique dans laquelle une patiente du groupe sort de son état de stagnation et de désespoir par l’emploi délibéré du symbole de a “rose”. L’auteur finit par conclure que les différences entre les techniques thérapeutiques des groupes brésiliens et portugais sont un précieux encouragement a la réflexion et a l’échange d’expériences. Comme si la Rose du Brésil et la Rose du Portugal se rencontraient.
Summary
The author initially points to the adequate choice of the Meeting’s official theme: “Neutrality and Personal Characteristics in Group Analysis and in Group Analytical Psychotherapy”, given the fact that, in his opinion, it points to reason and emotion which together would characterize Portuguese and Brazilian men, whose cultural synthesis could be represented by the word “saudade” (longing).
In sequence, he presents a panorama of Group Analytical Psychotherapy in Brazil, emphasizing that in cities like Campinas this technique has been flourishing and in other cities like Rio de Janeiro and São Paulo there are institutions linked to the group analytical movement who would be stagnant or starting recovery. In his view this situation would include worrying aspects, but there would be a reason for hope, given the importance of the group movement nowadays. Calling attention to the importance of the clinical aspects he presents a vignette in which a patient of the group comes out from stagnation and lack of hope through a deliberate use of the “rose” symbol. He concludes that the differences between Brazilian and Portuguese therapeutic techniques are precious stimulus for reflexion and exchange of experience. The same way as if Brazilian Rose and Portuguese Rose would meet each other.

 

HISTÓRIA DA GRUPANÁLISE EM PORTUGAL

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

Resumo

Conforme enunciado em Nota de Apresentação do artigo História da Grupanálise em Portugal, cuja primeira parte foi publicada no Nº3 da Revista Portuguesa de Grupanálise, as autores propõem-se agora relatar as actividades desenvolvidas no período de tempo relativo o vigência da Secção de Grupanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria (1963-1981).
Trata-se assim de abordar a segundo porte da História da Grupanálise em Portugal, ficando a terceira e última parte, referente a Sociedade Portuguesa de Grupanálise, para publicação no próximo número da Revista.

Résumé

D’après ce qui est énoncé sur la Note de Présentation de l’article “Histoire de l’Analyse en Groupe au Portugal”, dont a première partie a été publiée dans le N.° 3 de Revista Portuguesa de Grupanálise (Revue Portugaise d’Analyse en Groupe), les auteurs se proposent a présent de raconter les activités développées pendant a durée de la Section d’Analyse en Groupe de la Société Portugaise de Neurologie et Psychiatrie (1963-1981).
Il s’agit donc d’aborder la deuxième partie de l’Histoire de ‘Analyse en Groupe au Portugal, tandis que la troisième et dernière partie, concernant la Société Portugaise d’Analyse en Groupe, sera publiée dans le prochain numéro de la Revue.

Summary

As stated in the Introductory Note to the article on the “History of Group Analysis in Portugal”, which was part published in issue N.° 3 of the Revista Portuguesa de Grupanálise (Portuguese Group Analysis Magazine), the authors’ intention is to report on activities put into practice through out the enforcement period of the Group Analysis Section of the Portuguese Society of Neurology and Psychiatry (1963-1981).
This issue includes the second part of the History of Group Analysis in Portugal and the third part, pertaining to the Portuguese Society of Group Analysis, is to due to be published in Issue N.° 3 of the Magazine.
Comunicação, Psicanálise e os Media
Guilherme Ferreira 
Existir na Net e Ser na Matriz Grupanalítica
César Vieira Dinis
 
O Silêncio em Grupanálise
Claudio Moraes Sarmento
Ana Sofia NavaMaria
Antonieta Ferreira de Almeida
Francisco Salgado 
História da Grupanálise em Portugal — I Parte
Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

 

RESUMO DE COMUNICAÇÕES

LEITURAS

NOTICIAS

AVISOS DAS PRÓXIMAS REUNIÖES INTERNACIONAIS/CONGRESSOS/

CONFERÊNCIAS

 

COMUNICAÇÃO, PSICANÁLISE E OS MEDIA

Guilherme Ferreira

Resumo

A evolução das diferentes formas de comunicação e os seus paradigmas através dos tempos são analisados, dando-se particular relevo aos sec. XIX e XX. E referido, em especial, o desenvolvimento da telemedicina, que implica a passagem duma acção centrado na cibernética de segunda ordem para outra, cujo eixo é a cibernética de primeira ordem, como aliás ocorre sempre na Internet. As dimensões socio-culturais presentes nestes diferentes contextos são referidas.
Neste quadro global, é sublinhado a importância de factores inconscientes presentes aliás em todas as formas de comunicação e estudada a hipótese duma intervenção terapêutica, de raiz grupanalítica, através da internet, de cariz semelhante ao ocorrido na telemedicina, a qual e formulado em termos de matrizes relacionais internas e de teoria da relação de objecto, dando-se particular relevo a importância de padrão grupanalítico e aos problemas éticos que se levantam inevitavelmente nesta situação.

Resumé

L’évolution des différents types de communication et de leurs paradigmes, a travers le temps est analysée, leur relief particulier est donnée aux XIX et XX siècles. Le développement de la télémédecine, qui implique le passage d’une action centrée dans la cybernétique de seconde ordre a une outre, où la cybernétique de premier ordre devient l’axe de ‘intervention, comme c’est d’ailleurs le cas dons ‘Internet. Les dimensions socio-culturelles présentes dons ces différents contextes sont soulignées.
Dans ce cadre global, l’ importance des facteurs inconscients, présents dans toutes les formes de communication est également soulignée et l’hypothèse d’une intervention thérapeutique, de type groupanalytique, a travers ‘internet, semblable a celle qu’on fait en télémédecine, est considérée et formulée en terme de matrices relationnelles internes et de théorie des relations d’objet. Une importance particulière est donnée au padron groupanalytique ainsi qu’aux problèmes éthiques qui inévitablement sont lies a cette intervention.

Summary

The evolution of the different kinds of communication and the correspondent paradigms during historical evolution is analyzed. XIX th and XX th centuries are particularly studied and the development of telemedicine is referred as an important step in therapy. This development is focused on the passage from a self thinking to a feedback system, from second to first cybernetics. The Internet network is included in this second kind of systems. Socio cultural dimensions present in these different contexts are stressed.
In this global framework, the importance of unconscious factors, present in all kinds of communication is underlined and the hypothesis of a group-analytic intervention through Internet, similar to those used in telemedicine, is established. It is defined according to object relations theory and internal relational matrixes modifications. Particular relevance is given in this context to the group- analytic pattern and to ethical problems that will be necessarily linked to this intervention.

 

EXISTIR NA NET E SER NA MATRIZ GRUPANALITICA

César Vieira Dinis

Resumo

Abordam-se as relações sem presença física dos parceiros, com ênfase para as mediadas pela tecnologia cibernética (E-mail e IRC). Sustenta-se que quando os intercâmbios se constituem como emocionalmente significativos, o risco de conduzirem a novas formas de dependência é elevado por reforçarem a patologia narcísica.
Questionam-se as recentes propostas de tratamento psicoterapêutico via internet, nomeadamente as de grupo, no que respeita as suas pretensões de transformarem o funcionamento mental perturbado.
Ao site, ponto de encontro virtual, possível feira de ilusões, contrapõe-se o fórum grupanalítico como encenação real de múltiplas intersubjectividades.
Acentua-se a importância de se eleger como objectivo, em Grupanálise, o fortalecimento de cada Ego no contexto da matriz grupal. Defende-se que, os assim, se poderá aspirar ao desiderato de um Self solidamente estruturado e de um narcisismo saudável viabilizadores de intersubjectividades adultas.

Résumé

L’auteur aborde les relations soutenues par es nouvelles technologies de communication (E mail, IRC). II pense que quand celles-ci s’avèrent comme emotionellement intenses, il y aura le risque d’induction d’une vraie dépendance dans la mesure où la pathologie narcissique préalable sera renforcée.
L’auteur critique les propositions actuelles de psychothérapie “virtuelle”, notamment psycho- thérapie de groupe, disponible sur internet.
II soutient ‘importance d’aboutir au renforcement de chaque Ego dans le contexte de la matrice groupanalytique, conduisant a (a structuration du Se/f et a un narcissisme sain, comme prétendu par la “réelle” groupanalyse.

Summary

The author considers the relationships mediated by new technologies of communication (E-mail, IRC). He sustains that if those are emotionally important they risk to induce true addiction inasmuch as they may enhance narcissistic pathology.
The author criticizes the new coming offers of “virtual” psychotherapy, namely group psychotherapy, displayed by internet communication.
He stresses the aim in “real” group analysis to strengthen each Ego in the context of groupanalytic matrix, intending to reach a well structured Self and a healthy narcissism.

 

O SILÊNCIO EM GRUPANÁLISE

Claudio Moraes Sarmento

Ana Sofia Nava

Maria Antonieta Ferreira de Almeida

Francisco Salgado

Resumo

O Silêncio em Grupanálise traduz um esforço de adaptação de um projecto elaborado no âmbito do Seminário Prof. Dr. Eduardo Luís Cortesão, mais tarde integrado na forma de curso no programa do V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo e que compreendia inicialmente quatro partes:
Uma estético-artística, que fazendo recurso a diversas modalidades sensoriais, procurava criar uma envolvência propícia à reflexão do tema.
Uma segunda parte, baseada na perspectiva actual dos neurociências sobre a experiência
emocional do silêncio no contexto do grupanálise.
Uma terceira parte, que a par de uma revisão bibliográfica de textos clássicos de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo, faz algumas considerações sobre o sistema linguístico e outras formas de comunicação, bem como procura investigar o sentido do silêncio noutras culturas.
Finalmente uma quarta parte, onde se testemunha, através do relato de extractos de uma sessão         de grupo, vivências do silêncio em contexto grupanalítico.

Résumé

Le Silence Pendant L’Analyse en Groupe traduit un effort d’adaptation d’un projet élaboré au sein du Séminaire du Prof. Dr. Eduardo Luis Cortesão, qui a été plus tard intégré sous la forme de cours au programme de a V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo (Vème Rencontre Portugo-Brésiliène d’Analyse en Groupe et de Psychothérapie Analytique en Groupe) et qui comprenait au début quatre parties:
Une partie esthétique- artistique, qui au moyen de plusieurs modalités sensorielles, essayait de créer une ambiance propice a la réflexion du thème.
Une deuxième partie qui se basait sur a perspective actuelle des neuro-sciences 0 propos de ‘expérience émotionnelle du silence dons le contexte de l’analyse en groupe.
Une troisième partie qui, outre une révision bibliographique des textes classiques sur l’Analyse en Groupe et Psychothérapie Analytique en Groupe, lance certaines considérations a propos du système linguistique et d’autres formes de communication, en essayant également de rechercher le sens du silence dans d’autres cultures.
Finalement, a quatrième partie nous témoigne, par le biais d’extraits d’une séance de groupe, des expériences de silence dons un contexte d’analyse en groupe.

Summary

Silence in Group Analysis results from the adaptation of a project carried out within the framework of the Seminar Prof Dr. Eduardo Luis Cortesão, later integrated as a course in the program of the V Portuguese-Brazilian Meeting of Group Analysis and Analytical Group Psychotherapy and which initially comprised four parts:
An aesthetic-artistic part, which by resorting to many sensorial modes sought to create an atmosphere inviting reflection upon this theme.
A second part, based on the current perspective of neuroscience on the emotional experience of silence within the context of group analysis.
A third part which, in tandem with a bibliographic review of classical texts on Group Analysis and Analytical Group Psychotherapy, drew some considerations on the linguistic system and other forms of communication seeking also to investigate the meaning of silence in other cultures.
Finally, a fourth part, where there is an account of experiencing silence in a group analytical context through the reporting of extracts of a group session.

HISTÓRIA DA GRUPANÁLISE EM PORTUGAL

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

Resumo

Os autores propõem-se abordar a História da Grupanálise em Portugal, dividindo-a em três partes.
Numa primeira parte, descreve-se o Movimento Grupanalítico Português (1956-1963), correspondente ao período de tempo entre o regresso de Inglaterra do Prof. Dr. Eduardo Luís Cortesão e a formalização da actividade da Secção de Grupanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria.
Numa segunda parte, relata-se as actividades desenvolvidas pela Secção de Grupanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria (1963-198 1).
Finalmente numa terceira parte, abordam-se as actividades empreendidas pela Sociedade Portuguesa de Grupanálise (1981) até aos dias de hoje.
Pelo volume de informação que contém, este trabalho foi igualmente dividido no sua apresentação em três partes, publicando-se neste Nº da Revista a primeira destas partes.

Résumé

Les auteurs proposent d’aborder l’Histoire de ‘Analyse de Groupe au Portugal, en la partageant en trois parties.
Dans a première, est décrit le Mouvement Analytique de Groupe Portugais (1956 — 1963), qui correspond a la période de temps entre le retour d’Angleterre du Professeur Docteur Eduardo Luis Cortesão et la formalisation de l’activité de la Section d’Analyse de Groupe de la Société Portugaise de Neurologie et Psychiatrie.
Dans a deuxième partie, sont rapportées les activités développés par a Section d’Analyse de Groupe de la Société Portugaise de Neurologie et Psychiatrie (1963 — 1981).
Finalement, dans a troisième partie, sont abordées les activités entamées par la Société Portugaise d’Analyse de Groupe (de 1981 jusqu’ aujourd’hui).
Etant donné le volume d’information contenu, ce travail a lui aussi été divisé en trois parties pour son présentation, nous publions la première partie dans ce numéro de notre Revue.

Summary

The authors set out to tackle the History of Group Analysis in Portugal, breaking it up into three sections.
The first includes a description of the Portuguese Group Analysis Movement (1956-1963), corresponding to the time span dating from the return of Prof. Dr. Eduardo Luis Cortesão from England and the beginning of the Group Analysis Section of the Portuguese Society of Neurology and Psychiatry.
In the second section, there is a report on the activities carried out by the Group Analysis Section of the Portuguese Society of Neurology and Psychiatry (1 963-1981).
The third and final part covers the work carried out by the Portuguese Society of Group Analysis (1981- onwards).
Due to the amount of information contained in this work, it has been submitted in three equal sections; please find enclosed in this issue of the Revista the first of these parts.

Sociedades Espectáculo e Grupanálise, Contribuição para Reflexões em Conjunto

João Azevedo e Silva

 A Rede e a Teia

Liliana Cardoso

 Da Comunicação à Interpretação em Grupanálise

César Vieira Dinis

Criatividade e Grupanálise

Cláudio Moraes Sarmento

Rivalidade Fraterna em Grupanálise

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

Grupanálise em Carne Viva

Ana Sofia Nava

 A Supervisão Outra Visão Sobre os Pacientes, o Grupanalista e o Supervisor – Um Caminho Para o Inconsciente

Maria Isaura Manso Neto

LEITURAS

N0TÍCIAS

AVISOS DAS PRÓXIMAS REUNIÕES INTERNACIONAIS /

CONGRESSOS / CONFERÊNCIAS

 

SOCIEDADES ESPECTÁCULO E GRUPANÁLISE CONTRIBUIÇÃO PARA REFLEXÕES EM CONJUNTO

João Azevedo e Silva

Resumo

O autor reflecte sobre as Sociedades ditas Espectáculo e sobre as psicoterapias de orientação psicanalítica para concluir que elas são contrárias dialécticas e, por essência, em contradição.

Resumé

L’ auteur fait dês reflexions sur les Societés dites du Spectacle et sur les psychothérapies d’ orientation psychanalitique pour conclure qu’ elles sont dês contraíres dialétiques et consequemment par essence en contradiction.

Summary

The author reflects upon the so called Entertainment Societies and upon psychoanalytic oriented psychotherapies to conclude that they are contrary dialects and therefore essentially in contradiction.

 

A REDE E A TEIA

Liliana Cardoso

Resumo

Eduardo Luís Cortesão (Lisboa , 1919-1991) que introduziu a grupanálise em Portugal, usou de forma criativa as novas técnicas de comunicação.
Reconhecendo que o progresso técnico e a comunicação humana são coisas diferentes, podemos homenageando-o, manter uma atitude aberta relativamente a estas técnicas.
Não apenas dado que a sociedade de informação produz “novas alegrias” e “novas dores”, mas dado que essas técnicas nos ajudam a conhecer e a agir.

Résumé

Eduardo Luis Cortesão (Lisbonne, 1919-1991), l’introducteur de la groupanalise au Portugal, a utilisé les nouvelles techniques de la communication d’une façon créatrice. Admettant la difference entre progrès technique et progrès de la communication humaine, nous pouvons — en rendant hommage a cet homme — être ouverts a ces techniques.
Non seulement parce qu’il y a dans la société de l’information “nouvelles joies” et “souffrances nouvelles”, mais aussi parce que ces techniques nous aident a connaitre et a agir.

Summary

Eduardo Luis Cortesão (Lisbon, 1919-1991), who introduce group analysis in Portugal, used new techniques of communication in a creative way.
Admitting that technical progress and human communication are different things, we can
— paying a tribute to him — keep a open mind to these techniques.
Not only because there are in the information society “new joys” and “new pains”, but because they help us to know and to act.

DA COMUNICAÇÃO À INTERPRETAÇÃO EM GRUPANÁLISE

César Vieira Dinis

Resumo

O autor defende que em psicoterapia a construção empática de uma hipótese de significado e determinante para que se operem transformações no intrasubjectivo a partir dos vivências intersubjectivas. Sublinha, a propósito, a importância da comunicação verbal coma veiculo das transacções vinculares. Pensa que a Grupanálise oferece urn contexto particularmente adequado para a possibilidade de transformação intrasubjectiva.
O grupo grupanalítico funciona com um amplificador empático, no medida em que a construção e a aceitação da interpretação dirigida a um membro do grupo é partilhada por todos. 0 caminho possível para a auto compreensão crítica passará pela experiência de se ser compreendido, possibilitando a transformação maturativa.

Résumé

L’auteur soutient qu’en psychothérapie la construction empathique d’une hypothèse de signification est une condition nécessaire pour que, par voie des expériences intersubjectives, des changements intra subjectifs s’accomplissent.
Il repère, a propos, l’importance de la communication verbale comme véhicule des transactions de liaison.
II pense qu’en Groupanalyse, ii s’agit d’un milieu particulièrement voue a faciliter Ic changement intrasubjectif.
Le groupe groupanalytique a la valeur d’un amplificateur empathique parce que l’interprétation a l’intention d’un membre particulier est partagée par tous en ce qui concerne sa construction et acceptation. La route possible pour I’autocomprehension critique dépend de l’expérience préalable d’avoir été compris par les autres, en soutenant ainsi le changement vers la maturation.

Summary

The author sustains that in psychotherapy the empathic construction of an hypothesis of meaning is a main condition to reach intrasubjective changes. He stresses the importance of verbal communication as a conveyor of links in intercourses.
He thinks that Groupanalysis is a particular suitable setting to enhance intrasubjective changes. The groupanalytic group has the value of an empathic amplifier inasmuch the individual interpretation is shared by every member in its building and plausibility.
The possible way to reach a fair self comprehension depends on previous experience of being understood and so fostering further maturation.

CRIATIVIDADE E GRUPANÁLISE

Claudio Moraes Sarmento

Resumo

Partindo de urna breve revisão teórica acerca do criatividade numa perspectiva psicodinâmica, começando com Freud até Bion, faz-se uma extrapolação para a tentativa de compreensão do processo grupanalítico como espaço e processo de criatividade com especial enfoque no potencial criativogénico do matriz.
Abordam-se aspectos desde o alargamento de conceitos, significações originais, experiências endoceptuais, o papel do silêncio, a utilização de símbolos no grupanálise.

Résumé

En partant d’une révision théorique de la créativité dans une perspective psychodynamique, de Freud jusqu’à Bion, on fait une extrapolation pour comprendre le processus groupanalitique comme espace et processus de créativité, avec une spéciale attention au potentiel créatif de la matrice.
On parle des aspects comme l’élargissement des concepts, des significations originales, des expériences endoceptuales, le rôle du silence, l’utilisation des symboles en groupanalyse.

Summary

On starting from a brief theoretical psychoanalytic review on creativity, from Freud to Bion, an extrapolation is made in order to fry to understand the creative process in groupanalysis. Special emphasis is put on the creative potential of the matrix Several aspects are analyzed in groupanalysis, from conceptual enlargement, original meanings, endoceptual experiences, role of silence to symbol utilization.

 

RIVALIDADE FRATERNA EM GRUPANÁLISE

Francisco Salgado

Teresa Silva Pinto

Resumo

Objecto de uma primeira abordagem, no V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise Psicoterapia Analítica de Grupo, os autores propõem-se agora desenvolver, o tema da Rivalidade Fraterna em Grupanálise, de uma forma mais aprofundada. Assim num primeiro momento, procura-se caracterizar e definir o conceito de rivalidade fraterna, tomando-o como um processo fundamental no desenvolvimento da personalidade. Num segundo momento, aborda-se este conceito no contexto grupanálise, inscrevendo-o como fenómeno de grupo, para seguidamente se abordar o seu manejo terapêutico. Finalmente, levantam-se algumas questões/reflexões, para debate da assembleia.

Résumé

Lors d’une premiere approche, pendant to Cinquième Rencontre Luso Brésilienne de Groupanalyse et de Psychothérapie Analytique de Groupe, les auteurs proposent
maintenant de développer le thème de la Rivalité Fraternelle en Groupanalyse, d’une façon plus approfondie.
Ainsi dans un premier lieu, on veut caractériser et définir le concept de rivalité fraternelle, en le prenant en tant que processus fondamental du développement de la personnalité. En deuxième lieu, on approche ce concept dons le contexte de l’analyse de groupe, en l’inscrivant en tant que phénomène de groupe, pour ensuite aborder son maniement thérapeutique. A la fin, quelques questions et réflexions ont surgi pour être débattues en assemblée.

Summary

After having first tackled this issue at the 5Th Portuguese-Brazilian Meeting of Group Analysis and Analytical Group Therapy, its authors now set forth to thoroughly cover the theme of Fraternal Rivalry in Group Analysis.
Hence, initially, the aim is to characterize and define the concept of fraternal rivalry, taking it as a fundamental process in the development of the individual’s personality. Secondly, this concept will be tackled within the context of group analysis, thereby deeming it a group phenomenon and incorporating a therapy approach. Finally, some questions/reflections will be raised for further debate with the audience.

 

GRUPANÁLISE EM CARNE VIVA

Ana Sofia Nava

Resumo

O autor inicia este trabalho baseado na perspectiva actual das neurociências sobre o corpo e nas diferentes abordagens psicológicas sobre o corpo. Seguidamente elabora algumas reflexões de modo a construir uma ponte entre conceitos anatomo-fisiológicos e psicológicos. Finalmente, alarga estas reflexões ao contexto grupanalítico.

Résumé

L’auteur commence ce travail en s’appuyant sur la perspective actuelle des neurosciences sur le corps et sur les différentes approches psychologiques du corps. Ensuite il fait quelques réflexions établissant la liaison entre les concepts anatomophysiologiques et psychologiques. Finalement, il élargit les réflexions au contexte groupanalytique.

Summary

The author starts this paper based on the today’s perspective of neural science and on the several body psychological perspectives. A liaison is done between the anatomo-physiological and psychological concepts. Finally those reflexions are applied to the groupanalytic context.

A SUPERVISÃO – OUTRA VISÃO SOBRE OS PACIENTES, O GRUPANALISTA E O SUPERVISOR — UM CAMINHO PARA O INCONSCIENTE

Maria Isaura Manso Neto

Resumo

A autora pretende transmitir a sua experiência de alguns anos de supervisão em settings diferentes:
  1. a) como membro sénior de uma equipa de uma instituição psiquiátrica, fazendo a supervisão dos médicos e psicólogos estagiários sem formação analítica especifica, das psicoterapias individuais e de grupo dos doentes internados e ambulatórios.
  2. b) como supervisora de psicoterapias individuais e de grupo de jovens psiquiatras com formação grupanalítica e psicanalítica.
  3. c) como membro supervisor da Sociedade Portuguesa de Grupanálise, fazendo a supervisão de grupos de Grupanálise a membros em formação.
Apesar das diferenças, há elementos comuns. A supervisão é uma experiência de ensino/aprendizagem numa relação afectiva predominantemente positiva e que visa a melhoria do tratamento dos pacientes através do aumento de conhecimentos e maturidade dos analistas. A autora pensa que o cerne da supervisão deve ser o mostrar, assinalar, nomear novas perspectivas, novas visões dos pacientes, dos analistas e, por vezes também dos supervisores. Destas novas ‘visões’ as mais produtivas são as que nos indicam zonas do funcionamento mental inconsciente.

Résumé

L’auteur supervise depuis vingt ans des psychothérapies psychanalytiques et groupanalytiques en plusieurs contextes:
  1. a) En tant que psychiatre senior institutionnel, intégrée dans une équipe qui fonctionne d’après un modèle psychanalytique et groupanalytique. Les psychothérapies, étant confiées a de jeunes psychiatres et psychologues en formation, exigent d’être supervisées de façon intensive et fréquente.
  2. b) En tant que membre superviseur de la Société Portugaise de Groupanalyse, supervise le travail groupanalytique des membres en formation.
Malgré les différences, il y a des similitudes parmi ces deux contextes:
Superviser est une expérience d’enseignement-apprentissage oü I’empathie s’avère fondamentale.
Son but essentiel est l’agrandissement de la compréhension du fonctionnement mental des patients, en favorisant la formation théorique et technique des psychothérapeutes et surtout leur maturité.
Les hypothèses et les perspectives qui sont nées dans la ‘supervision” sont aussi des voies pour éclairer I’inconscient des partenaires dans cette relation.
L’auteur apporte des remarques a propos de quelques aspects controversés de la supervision, notamment les risques de perversion de ce noble processus.

Summary

The author has been working as a supervisor of psychoanalytic psychotherapies for several years in different settings:
  1. a) as a consultant psychiatrist of a team of a psychiatric institution. This institution has a psychoanalytic and groupanalytic framework. The patients’ psychotherapies are conducted by young psychiatry and psychology trainees, the most of the time without personal psychoanalytic or groupanalytic training; an intense and frequent supervision is required.
  2. b) as a senior and supervisor member of the Portuguese Society of Groupanalysis (SPG), the author supervises the groupanalytic work of the trainee members.
Albeit the differences there are also similarities. Supervision is an intersubjective learning/teaching work which occurs in a predomination positive affective relationship. Its main and direct goal is the better understanding of the patients’ minds, through the increasing theoretical knowledge and maturity of their psychotherapists. To point out new/other perspectives of the patients’ minds leads both to the trainees’ and supervisors’ own unconscious. The author also reminds controversial aspects of the Supervision among which are the risks of perverting the noble functions of the supervising process.

 

Revista SPG Nº 1 – IIª Série

A Grupanálise no dealbar do séc. XXI
Guilherme Ferreira
Elos, seu conceito e grupanálise
Aucíndio Valente da Silva
Criatividade e grupanálise: Bion, Zimermon e Eu
João Azevedo e Silva
Perlaboração da neurose de transferência
Eugénio Cruz Filipe
César Vieira Dinis
O termo de uma grupanálise e a elaboração estética do conflito
Maria Isaura Manso Neto
Teresa Babo