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As Transformações na minha forma pessoal de praticar Grupanálise, David Zimerman

Comentários à Conferência de David Zimerman por Kristian Valbak

Le plaisir en groupe, Luc-Michel

Comentário à Conferência de Luc Michel por Sara Ferro

The Group In The Unconscious, Werner Knauss

Dream in the group, Kaj J Davidkin

Interpretação em Grupanálise, António Guilherme Ferreira

 Psicoterapia Psicanalítica Individual e em Grupo em Jovens Delinquentes                                                Institucionalizados, Lúcia C. Soares e João Azevedo e Silva

Algumas Reflexões sobre Grupanálise e suas Potencialidades, Eugénio Cruz Filipe

O Inconfessável em Grupo, Francisco Salgado

Reflexão sobre a violência em Rei Édipo, Teresa Bastos Rodrigues

Construcões e Reconstrucões em Grupo, Vasco Inglez

 

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Grupanálise: compatibilização de protagonismos, César Vieira Dinis

O problema e a procura de uma metateoria em grupanálise, António Guilherme Ferreira

Espaço Analítico, Eugénio Minotti da Cruz Filipe

A função especular no grupo, Sara Ferro

Sonhos e grupanálise, José de Abreu Afonso

O vínculo presente/passado, Carlos Góis

A mente e o cérebro: correlações neuro-psicanalíticas sobre os estados de consciência e o inconsciente,
Mário David

A liberdade de Pensamento, Isaura Manso Neto e César Vieira Dinis

Arquitectura da identidade: Análise ou análises? Ou as bonecas russas?, Paulo Motta Marques

Espelhos que deformam – Espelhos que transformam, João Carlos Melo

Woody Allen ou a negação do olhar. Liliana Freire Cardoso e Paula Teresa Carvalho

Identidade sexual em grupanálise, Francisco Salgado e Teresa Silva Pinto

Agressividade e violência no grupo, Teresa Bastos Rodrigues

 

Revista SPG Nº 5 – IIª Série

O Tempo e a Ausência, Isaura Neto

Revista SPG Nº4 – IIª Série

A Neutralidade Possível ou a Pessoalidade Resgatada, César Dinis

Revista SPG Nº 3 – IIª Série

COMUNICAÇÃO, PSICANÁLISE E OS MEDIA, por Guilherme Ferreira

Resumo

A evolução das diferentes formas de comunicação e os seus paradigmas através dos tempos são analisados, dando-se particular relevo aos sec. XIX e XX. E referido, em especial, o desenvolvimento da telemedicina, que implica a passagem duma acção centrado na cibernética de segunda ordem para outra, cujo eixo é a cibernética de primeira ordem, como aliás ocorre sempre na Internet. As dimensões socio-culturais presentes nestes diferentes contextos são referidas. Neste quadro global, é sublinhado a importância de factores inconscientes presentes aliás em todas as formas de comunicação e estudada a hipótese duma intervenção terapêutica, de raiz grupanalítica, através da internet, de cariz semelhante ao ocorrido na telemedicina, a qual e formulado em termos de matrizes relacionais internas e de teoria da relação de objecto, dando-se particular relevo a importância de padrão grupanalítico e aos problemas éticos que se levantam inevitavelmente nesta situação.

Resumé

L’évolution des différents types de communication et de leurs paradigmes, a travers le temps est analysée, leur relief particulier est donnée aux XIX et XX siècles. Le développement de la télémédecine, qui implique le passage d’une action centrée dans la cybernétique de seconde ordre a une outre, où la cybernétique de premier ordre devient l’axe de ‘intervention, comme c’est d’ailleurs le cas dons ‘Internet. Les dimensions socio-culturelles présentes dons ces différents contextes sont soulignées. Dans ce cadre global, l’ importance des facteurs inconscients, présents dans toutes les formes de communication est également soulignée et l’hypothèse d’une intervention thérapeutique, de type groupanalytique, a travers ‘internet, semblable a celle qu’on fait en télémédecine, est considérée et formulée en terme de matrices relationnelles internes et de théorie des relations d’objet. Une importance particulière est donnée au padron groupanalytique ainsi qu’aux problèmes éthiques qui inévitablement sont lies a cette intervention.

Summary

The evolution of the different kinds of communication and the correspondent paradigms during historical evolution is analyzed. XIX th and XX th centuries are particularly studied and the development of telemedicine is referred as an important step in therapy. This development is focused on the passage from a self thinking to a feedback system, from second to first cybernetics. The Internet network is included in this second kind of systems. Socio cultural dimensions present in these different contexts are stressed. In this global framework, the importance of unconscious factors, present in all kinds of communication is underlined and the hypothesis of a group-analytic intervention through Internet, similar to those used in telemedicine, is established. It is defined according to object relations theory and internal relational matrixes modifications. Particular relevance is given in this context to the group- analytic pattern and to ethical problems that will be necessarily linked to this intervention.

EXISTIR NA NET E SER NA MATRIZ GRUPANALITICA, por César Vieira Dinis

Resumo

Abordam-se as relações sem presença física dos parceiros, com ênfase para as mediadas pela tecnologia cibernética (E-mail e IRC). Sustenta-se que quando os intercâmbios se constituem como emocionalmente significativos, o risco de conduzirem a novas formas de dependência é elevado por reforçarem a patologia narcísica. Questionam-se as recentes propostas de tratamento psicoterapêutico via internet, nomeadamente as de grupo, no que respeita as suas pretensões de transformarem o funcionamento mental perturbado. Ao site, ponto de encontro virtual, possível feira de ilusões, contrapõe-se o fórum grupanalítico como encenação real de múltiplas intersubjectividades. Acentua-se a importância de se eleger como objectivo, em Grupanálise, o fortalecimento de cada Ego no contexto da matriz grupal. Defende-se que, os assim, se poderá aspirar ao desiderato de um Self solidamente estruturado e de um narcisismo saudável viabilizadores de intersubjectividades adultas.

Résumé

L’auteur aborde les relations soutenues par es nouvelles technologies de communication (E mail, IRC). II pense que quand celles-ci s’avèrent comme emotionellement intenses, il y aura le risque d’induction d’une vraie dépendance dans la mesure où la pathologie narcissique préalable sera renforcée. L’auteur critique les propositions actuelles de psychothérapie “virtuelle”, notamment psycho- thérapie de groupe, disponible sur internet. II soutient ‘importance d’aboutir au renforcement de chaque Ego dans le contexte de la matrice groupanalytique, conduisant a (a structuration du Se/f et a un narcissisme sain, comme prétendu par la “réelle” groupanalyse.

Summary

The author considers the relationships mediated by new technologies of communication (E-mail, IRC). He sustains that if those are emotionally important they risk to induce true addiction inasmuch as they may enhance narcissistic pathology. The author criticizes the new coming offers of “virtual” psychotherapy, namely group psychotherapy, displayed by internet communication. He stresses the aim in “real” group analysis to strengthen each Ego in the context of groupanalytic matrix, intending to reach a well structured Self and a healthy narcissism.

O SILÊNCIO EM GRUPANÁLISE por Claudio Moraes Sarmento, Ana Sofia Nava, Maria Antonieta Ferreira de Almeida e Francisco Salgado

Resumo

O Silêncio em Grupanálise traduz um esforço de adaptação de um projecto elaborado no âmbito do Seminário Prof. Dr. Eduardo Luís Cortesão, mais tarde integrado na forma de curso no programa do V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo e que compreendia inicialmente quatro partes: Uma estético-artística, que fazendo recurso a diversas modalidades sensoriais, procurava criar uma envolvência propícia à reflexão do tema. Uma segunda parte, baseada na perspectiva actual dos neurociências sobre a experiência emocional do silêncio no contexto do grupanálise. Uma terceira parte, que a par de uma revisão bibliográfica de textos clássicos de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo, faz algumas considerações sobre o sistema linguístico e outras formas de comunicação, bem como procura investigar o sentido do silêncio noutras culturas. Finalmente uma quarta parte, onde se testemunha, através do relato de extractos de uma sessão de grupo, vivências do silêncio em contexto grupanalítico.

Résumé

Le Silence Pendant L’Analyse en Groupe traduit un effort d’adaptation d’un projet élaboré au sein du Séminaire du Prof. Dr. Eduardo Luis Cortesão, qui a été plus tard intégré sous la forme de cours au programme de a V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise e Psicoterapia Analítica de Grupo (Vème Rencontre Portugo-Brésiliène d’Analyse en Groupe et de Psychothérapie Analytique en Groupe) et qui comprenait au début quatre parties: Une partie esthétique- artistique, qui au moyen de plusieurs modalités sensorielles, essayait de créer une ambiance propice a la réflexion du thème. Une deuxième partie qui se basait sur a perspective actuelle des neuro-sciences 0 propos de ‘expérience émotionnelle du silence dons le contexte de l’analyse en groupe. Une troisième partie qui, outre une révision bibliographique des textes classiques sur l’Analyse en Groupe et Psychothérapie Analytique en Groupe, lance certaines considérations a propos du système linguistique et d’autres formes de communication, en essayant également de rechercher le sens du silence dans d’autres cultures. Finalement, a quatrième partie nous témoigne, par le biais d’extraits d’une séance de groupe, des expériences de silence dons un contexte d’analyse en groupe.

Summary

Silence in Group Analysis results from the adaptation of a project carried out within the framework of the Seminar Prof Dr. Eduardo Luis Cortesão, later integrated as a course in the program of the V Portuguese-Brazilian Meeting of Group Analysis and Analytical Group Psychotherapy and which initially comprised four parts: An aesthetic-artistic part, which by resorting to many sensorial modes sought to create an atmosphere inviting reflection upon this theme. A second part, based on the current perspective of neuroscience on the emotional experience of silence within the context of group analysis. A third part which, in tandem with a bibliographic review of classical texts on Group Analysis and Analytical Group Psychotherapy, drew some considerations on the linguistic system and other forms of communication seeking also to investigate the meaning of silence in other cultures. Finally, a fourth part, where there is an account of experiencing silence in a group analytical context through the reporting of extracts of a group session.

HISTÓRIA DA GRUPANÁLISE EM PORTUGAL por Francisco Salgado e Teresa Silva Pinto

Resumo

Os autores propõem-se abordar a História da Grupanálise em Portugal, dividindo-a em três partes. Numa primeira parte, descreve-se o Movimento Grupanalítico Português (1956-1963), correspondente ao período de tempo entre o regresso de Inglaterra do Prof. Dr. Eduardo Luís Cortesão e a formalização da actividade da Secção de Grupanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria. Numa segunda parte, relata-se as actividades desenvolvidas pela Secção de Grupanálise da Sociedade Portuguesa de Neurologia e Psiquiatria (1963-198 1). Finalmente numa terceira parte, abordam-se as actividades empreendidas pela Sociedade Portuguesa de Grupanálise (1981) até aos dias de hoje. Pelo volume de informação que contém, este trabalho foi igualmente dividido no sua apresentação em três partes, publicando-se neste Nº da Revista a primeira destas partes.

Résumé

Les auteurs proposent d’aborder l’Histoire de ‘Analyse de Groupe au Portugal, en la partageant en trois parties. Dans a première, est décrit le Mouvement Analytique de Groupe Portugais (1956 — 1963), qui correspond a la période de temps entre le retour d’Angleterre du Professeur Docteur Eduardo Luis Cortesão et la formalisation de l’activité de la Section d’Analyse de Groupe de la Société Portugaise de Neurologie et Psychiatrie. Dans a deuxième partie, sont rapportées les activités développés par a Section d’Analyse de Groupe de la Société Portugaise de Neurologie et Psychiatrie (1963 — 1981). Finalement, dans a troisième partie, sont abordées les activités entamées par la Société Portugaise d’Analyse de Groupe (de 1981 jusqu’ aujourd’hui). Etant donné le volume d’information contenu, ce travail a lui aussi été divisé en trois parties pour son présentation, nous publions la première partie dans ce numéro de notre Revue.

Summary

The authors set out to tackle the History of Group Analysis in Portugal, breaking it up into three sections. The first includes a description of the Portuguese Group Analysis Movement (1956-1963), corresponding to the time span dating from the return of Prof. Dr. Eduardo Luis Cortesão from England and the beginning of the Group Analysis Section of the Portuguese Society of Neurology and Psychiatry. In the second section, there is a report on the activities carried out by the Group Analysis Section of the Portuguese Society of Neurology and Psychiatry (1963-1981). The third and final part covers the work carried out by the Portuguese Society of Group Analysis (1981- onwards). Due to the amount of information contained in this work, it has been submitted in three equal sections; please find enclosed in this issue of the Revista the first of these parts.

 

Revista SPG Nº 2 – IIª Série

SOCIEDADES ESPECTÁCULO E GRUPANÁLISE CONTRIBUIÇÃO PARA REFLEXÕES EM CONJUNTO por João Azevedo e Silva

Resumo

O autor reflecte sobre as Sociedades ditas Espectáculo e sobre as psicoterapias de orientação psicanalítica para concluir que elas são contrárias dialécticas e, por essência, em contradição.

Resumé

L’ auteur fait dês reflexions sur les Societés dites du Spectacle et sur les psychothérapies d’ orientation psychanalitique pour conclure qu’ elles sont dês contraíres dialétiques et consequemment par essence en contradiction.

Summary

The author reflects upon the so called Entertainment Societies and upon psychoanalytic oriented psychotherapies to conclude that they are contrary dialects and therefore essentially in contradiction.

A REDE E A TEIA por Liliana Cardoso

Resumo

Eduardo Luís Cortesão (Lisboa , 1919-1991) que introduziu a grupanálise em Portugal, usou de forma criativa as novas técnicas de comunicação. Reconhecendo que o progresso técnico e a comunicação humana são coisas diferentes, podemos homenageando-o, manter uma atitude aberta relativamente a estas técnicas. Não apenas dado que a sociedade de informação produz “novas alegrias” e “novas dores”, mas dado que essas técnicas nos ajudam a conhecer e a agir.

Résumé

Eduardo Luis Cortesão (Lisbonne, 1919-1991), l’introducteur de la groupanalise au Portugal, a utilisé les nouvelles techniques de la communication d’une façon créatrice. Admettant la difference entre progrès technique et progrès de la communication humaine, nous pouvons — en rendant hommage a cet homme — être ouverts a ces techniques. Non seulement parce qu’il y a dans la société de l’information “nouvelles joies” et “souffrances nouvelles”, mais aussi parce que ces techniques nous aident a connaitre et a agir.

Summary

Eduardo Luis Cortesão (Lisbon, 1919-1991), who introduce group analysis in Portugal, used new techniques of communication in a creative way. Admitting that technical progress and human communication are different things, we can — paying a tribute to him — keep a open mind to these techniques. Not only because there are in the information society “new joys” and “new pains”, but because they help us to know and to act.

DA COMUNICAÇÃO À INTERPRETAÇÃO EM GRUPANÁLISE por César Vieira Dinis

Comunicação à Interpretação em Grupanálise, César Dinis

Resumo

O autor defende que em psicoterapia a construção empática de uma hipótese de significado e determinante para que se operem transformações no intrasubjectivo a partir dos vivências intersubjectivas. Sublinha, a propósito, a importância da comunicação verbal coma veiculo das transacções vinculares. Pensa que a Grupanálise oferece urn contexto particularmente adequado para a possibilidade de transformação intrasubjectiva. O grupo grupanalítico funciona com um amplificador empático, no medida em que a construção e a aceitação da interpretação dirigida a um membro do grupo é partilhada por todos. 0 caminho possível para a auto compreensão crítica passará pela experiência de se ser compreendido, possibilitando a transformação maturativa.

Résumé

L’auteur soutient qu’en psychothérapie la construction empathique d’une hypothèse de signification est une condition nécessaire pour que, par voie des expériences intersubjectives, des changements intra subjectifs s’accomplissent. Il repère, a propos, l’importance de la communication verbale comme véhicule des transactions de liaison. II pense qu’en Groupanalyse, ii s’agit d’un milieu particulièrement voue a faciliter Ic changement intrasubjectif. Le groupe groupanalytique a la valeur d’un amplificateur empathique parce que l’interprétation a l’intention d’un membre particulier est partagée par tous en ce qui concerne sa construction et acceptation. La route possible pour I’autocomprehension critique dépend de l’expérience préalable d’avoir été compris par les autres, en soutenant ainsi le changement vers la maturation.

Summary

The author sustains that in psychotherapy the empathic construction of an hypothesis of meaning is a main condition to reach intrasubjective changes. He stresses the importance of verbal communication as a conveyor of links in intercourses. He thinks that Groupanalysis is a particular suitable setting to enhance intrasubjective changes. The groupanalytic group has the value of an empathic amplifier inasmuch the individual interpretation is shared by every member in its building and plausibility. The possible way to reach a fair self comprehension depends on previous experience of being understood and so fostering further maturation.

CRIATIVIDADE E GRUPANÁLISE, por  Claudio Moraes Sarmento

Resumo

Partindo de urna breve revisão teórica acerca do criatividade numa perspectiva psicodinâmica, começando com Freud até Bion, faz-se uma extrapolação para a tentativa de compreensão do processo grupanalítico como espaço e processo de criatividade com especial enfoque no potencial criativogénico do matriz. Abordam-se aspectos desde o alargamento de conceitos, significações originais, experiências endoceptuais, o papel do silêncio, a utilização de símbolos no grupanálise.

Résumé

En partant d’une révision théorique de la créativité dans une perspective psychodynamique, de Freud jusqu’à Bion, on fait une extrapolation pour comprendre le processus groupanalitique comme espace et processus de créativité, avec une spéciale attention au potentiel créatif de la matrice. On parle des aspects comme l’élargissement des concepts, des significations originales, des expériences endoceptuales, le rôle du silence, l’utilisation des symboles en groupanalyse.

Summary

On starting from a brief theoretical psychoanalytic review on creativity, from Freud to Bion, an extrapolation is made in order to fry to understand the creative process in groupanalysis. Special emphasis is put on the creative potential of the matrix Several aspects are analyzed in groupanalysis, from conceptual enlargement, original meanings, endoceptual experiences, role of silence to symbol utilization.

RIVALIDADE FRATERNA EM GRUPANÁLISE por Francisco Salgado e Teresa Silva Pinto

Resumo

Objecto de uma primeira abordagem, no V Encontro Luso-Brasileiro de Grupanálise Psicoterapia Analítica de Grupo, os autores propõem-se agora desenvolver, o tema da Rivalidade Fraterna em Grupanálise, de uma forma mais aprofundada. Assim num primeiro momento, procura-se caracterizar e definir o conceito de rivalidade fraterna, tomando-o como um processo fundamental no desenvolvimento da personalidade. Num segundo momento, aborda-se este conceito no contexto grupanálise, inscrevendo-o como fenómeno de grupo, para seguidamente se abordar o seu manejo terapêutico. Finalmente, levantam-se algumas questões/reflexões, para debate da assembleia.

Résumé

Lors d’une premiere approche, pendant to Cinquième Rencontre Luso Brésilienne de Groupanalyse et de Psychothérapie Analytique de Groupe, les auteurs proposent maintenant de développer le thème de la Rivalité Fraternelle en Groupanalyse, d’une façon plus approfondie. Ainsi dans un premier lieu, on veut caractériser et définir le concept de rivalité fraternelle, en le prenant en tant que processus fondamental du développement de la personnalité. En deuxième lieu, on aproche ce concept dons le contexte de l’analyse de groupe, en l’inscrivant en tant que phénomène de groupe, pour ensuite aborder son maniement thérapeutique. A la fin, quelques questions et réflexions ont surgi pour être débattues en assemblée.

Summary

After having first tackled this issue at the 5Th Portuguese-Brazilian Meeting of Group Analysis and Analytical Group Therapy, its authors now set forth to thoroughly cover the theme of Fraternal Rivalry in Group Analysis. Hence, initially, the aim is to characterize and define the concept of fraternal rivalry, taking it as a fundamental process in the development of the individual’s personality. Secondly, this concept will be tackled within the context of group analysis, thereby deeming it a group phenomenon and incorporating a therapy approach. Finally, some questions/reflections will be raised for further debate with the audience.

GRUPANÁLISE EM CARNE VIVA por Ana Sofia Nava

Grupanálise em Carne Viva, Ana Sofia Nava

Resumo

O autor inicia este trabalho baseado na perspectiva actual das neurociências sobre o corpo e nas diferentes abordagens psicológicas sobre o corpo. Seguidamente elabora algumas reflexões de modo a construir uma ponte entre conceitos anatomo-fisiológicos e psicológicos. Finalmente, alarga estas reflexões ao contexto grupanalítico.

Résumé

L’auteur commence ce travail en s’appuyant sur la perspective actuelle des neurosciences sur le corps et sur les différentes approches psychologiques du corps. Ensuite il fait quelques réflexions établissant la liaison entre les concepts anatomophysiologiques et psychologiques. Finalement, il élargit les réflexions au contexte groupanalytique.

Summary

The author starts this paper based on the today’s perspective of neural science and on the several body psychological perspectives. A liaison is done between the anatomo-physiological and psychological concepts. Finally those reflexions are applied to the groupanalytic context.

A SUPERVISÃO – OUTRA VISÃO SOBRE OS PACIENTES, O GRUPANALISTA E O SUPERVISOR — UM CAMINHO PARA O INCONSCIENTE  por Maria Isaura Manso Neto

A Supervisão. Um caminho para o Inconsciente, Isaura Manso Neto

Resumo

A autora pretende transmitir a sua experiência de alguns anos de supervisão em settings diferentes:

  1. a) como membro sénior de uma equipa de uma instituição psiquiátrica, fazendo a supervisão dos médicos e psicólogos estagiários sem formação analítica especifica, das psicoterapias individuais e de grupo dos doentes internados e ambulatórios.
  2. b) como supervisora de psicoterapias individuais e de grupo de jovens psiquiatras com formação grupanalítica e psicanalítica.
  3. c) como membro supervisor da Sociedade Portuguesa de Grupanálise, fazendo a supervisão de grupos de Grupanálise a membros em formação.

Apesar das diferenças, há elementos comuns. A supervisão é uma experiência de ensino/aprendizagem numa relação afectiva predominantemente positiva e que visa a melhoria do tratamento dos pacientes através do aumento de conhecimentos e maturidade dos analistas. A autora pensa que o cerne da supervisão deve ser o mostrar, assinalar, nomear novas perspectivas, novas visões dos pacientes, dos analistas e, por vezes também dos supervisores. Destas novas ‘visões’ as mais produtivas são as que nos indicam zonas do funcionamento mental inconsciente.

Résumé

L’auteur supervise depuis vingt ans des psychothérapies psychanalytiques et groupanalytiques en plusieurs contextes:

  1. a) En tant que psychiatre senior institutionnel, intégrée dans une équipe qui fonctionne d’après un modèle psychanalytique et groupanalytique. Les psychothérapies, étant confiées a de jeunes psychiatres et psychologues en formation, exigent d’être supervisées de façon intensive et fréquente.
  2. b) En tant que membre superviseur de la Société Portugaise de Groupanalyse, supervise le travail groupanalytique des membres en formation.

Malgré les différences, il y a des similitudes parmi ces deux contextes: Superviser est une expérience d’enseignement-apprentissage oü I’empathie s’avère fondamentale. Son but essentiel est l’agrandissement de la compréhension du fonctionnement mental des patients, en favorisant la formation théorique et technique des psychothérapeutes et surtout leur maturité. Les hypothèses et les perspectives qui sont nées dans la ‘supervision” sont aussi des voies pour éclairer I’inconscient des partenaires dans cette relation. L’auteur apporte des remarques a propos de quelques aspects controversés de la supervision, notamment les risques de perversion de ce noble processus.

Summary

The author has been working as a supervisor of psychoanalytic psychotherapies for several years in different settings:

  1. a) as a consultant psychiatrist of a team of a psychiatric institution. This institution has a psychoanalytic and groupanalytic framework. The patients’ psychotherapies are conducted by young psychiatry and psychology trainees, the most of the time without personal psychoanalytic or groupanalytic training; an intense and frequent supervision is required.
  2. b) as a senior and supervisor member of the Portuguese Society of Groupanalysis (SPG), the author supervises the groupanalytic work of the trainee members.

Albeit the differences there are also similarities. Supervision is an intersubjective learning/teaching work which occurs in a predomination positive affective relationship. Its main and direct goal is the better understanding of the patients’ minds, through the increasing theoretical knowledge and maturity of their psychotherapists. To point out new/other perspectives of the patients’ minds leads both to the trainees’ and supervisors’ own unconscious. The author also reminds controversial aspects of the Supervision among which are the risks of perverting the noble functions of the supervising process.

 

Revista SPG Nº 1 – IIª Série

A Grupanálise no dealbar do séc. XXI, Guilherme Ferreira

Elos, seu conceito e Grupanálise, Aucíndio Valente da Silva

Criatividade e grupanálise: Bion, Zimermon e Eu, João Azevedo e Silva

Perlaboração da neurose de transferência, Eugénio Cruz Filipe

Desejo e Perda na Contransferência, César Vieira Dinis

O termo de uma grupanálise e a elaboração estética do conflito, Maria Isaura Manso Neto e Teresa Babo