supervisão 2.pngGrupos de Supervisão

Desde o aparecimento da psicoterapia no inicio do século XX que a supervisão é um dos aspectos fundamentais no treino dos terapeutas. A tradição psicanalítica com o seu modelo de formação tripartido toma-a como um dos pilares fundamentais no início da actividade clínica, ou mesmo mais tarde sempre que se justifica.

A supervisão é uma relação entre um terapeuta sénior e um supervisando, em que o primeiro escuta e pensa com o segundo o material da sua clínica. Visa garantir uma intervenção técnica e relacional adequada à luz de um modelo teórico, solidificando assim a identidade profissional.

Existem modelos de supervisão variados, em modalidade individual ou de grupo. Distintos e com virtudes próprias, constituem-se, em todo o caso, como um tempo de reconhecimento e compreensão das variáveis que se manifestam na relação terapêutica.

A supervisão de grupo, que pode aplicar-se à prática individual ou grupal, envolve a definição dos parâmetros do próprio grupo, nomeadamente o respeito pelos Códigos de Ética. Para além dos aspectos técnicos, o grupo de supervisão pode levar o supervisando à percepção de questões pessoais. Estas, ao serem elaboradas, ajudam-no a lidar com aspectos de si próprio contribuindo para a criação de uma atmosfera grupal de empatia e segurança que promove o sentimento de pertença e consolida a identidade. Este dispositivo pode ainda facilitar a comunicação por decorrer num ambiente mais igualitário em que a assimetria diminui pela presença de pares, favorecido pela via da identificação e da partilha de dificuldades.