Resistance, Rebellion and Refusal in Groups The 3 Rs de Richard M. Billow (por Ana Bívar)

30 Out, 2015
Resistance, Rebellion and Refusal in Groups The 3 Rs de Richard M. Billow (por Ana Bívar)

Livro editado pela sub-divisão da Karnac – New International Library of Group Analysis. Esta sub-divisão tem como objectivo eleger um número, que há presente data conta com 23 obras, de livros considerados fundamentais para quem deseja conhecer e/ou aprofundar o trabalho com grupos (pequenos, médios ou grandes). Livros, que fazem parte de um plano de formação teórica de futuros Terapeutas de grupo/Grupanalistas.

Richard Billow, terapeuta de grupo, psicanalista e psicólogo, tem vindo recentemente a dedicar-se ao estudo da Terapia Relacional de Grupo. O autor conta com um primeiro livro editado em 2003 (Relational Group Psychotherapy: From Basic Assumptions to Passion).

Esta obra, tem por base um conjunto de artigos publicados entre 2004 e 2010.

Partindo de conceitos clássicos de Bion, Foulkes, Kernberg e Kohut explora os conceitos de “Rebelião” e “Negação”, não apenas como “Resistências”, mas como entidades como o seu próprio domínio, e importantes no desenvolvimento do processo grupal. Processo este, que terá como objectivo máximo a procura da verdade psicológica. Importante corolário para quem está em sofrimento psicológico, mas também para o terapeuta/grupanalista. Este desejo de conhecer a verdade terá de ser veiculado pelo terapeuta/grupanalista para o grupo.

Partindo da premissa de terapia combinada (individual e de grupo) examina aquilo que o autor considera como quatro modos/posições que o terapeuta pode adoptar: “Diplomacia”, “Integridade”, “Sinceridade” e “Autenticidade” e a sua estreita ligação com o processo de grupo e individual.

Ao longo de todo o livro existe um enorme ênfase sobre a importância do terapeuta de grupo/grupanalista (o que sente, o que pensa e como se relaciona com cada grupo em especifico). Existe o grupo, o individuo e o terapeuta/grupanalista.
Para além de ser uma obra recente, bem escrita e com inúmeros exemplos clínicos, achei importante partilhar neste espaço, a ligação entre o conceito de Padrão e a importância dada ao terapeuta/grupanalista; bem como a perspectiva triádica – grupo, indivíduo e terapeuta/grupanalista.

Tendo como objectivo o despertar da vossa curiosidade, e o desejo de trocar e aprofundar conhecimento na área grupanalítica, espero que este breve resumo possa ser um ponto de partida para novas e estimulantes discussões!

Obrigada

Ana Bivar